Rota dos Primatas de Mato Grosso
O Brasil é o país com maior número de espécies de primatas do mundo, e se o estado de Mato Grosso fosse um país estaria entre os dez primeiros. Essa grande riqueza de primatas deve-se à grande variedade de biomas e ecorregiões que abrangem o MT, além de grandes rios que atuam como barreira geográfica para espécies. Como é também o estado que mais atua no ecoturismo e um dos que mais desmatam, a rota turística de observação de primatas está sendo implementada no MT, com o intuito de manter florestas em pé.
Rota dos Primatas de Mato Grosso

Implementada pelo Instituto Ecótono desde 2023, em parceria com o Grupo de Ecologia Aplicada de Sinop, da Universidade Federal de Mato Grosso (GECAS-UFMT), Sociedade Brasileira de Primatologia (SBPr), Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB/ICMBio) e Grupo de Especialistas em Primatas da IUCN, a iniciativa transforma a biodiversidade em um ativo estratégico para pesquisa científica, educação ambiental, conservação da fauna e desenvolvimento territorial responsável.

Nesta rota, o turista pode observar 15 espécies em sete locais, em um roteiro de cerca de 15 dias, para visitar pousadas, sítios e comunidades rurais onde está sendo desenvolvido o turismo de observação de primatas. Nesta rota, os turistas têm a oportunidade de visitar os municípios de São José do Rio Claro, Sinop, Cláudia e Alta Floresta.

Os empreendimentos participantes recebem assessoria técnica especializada para implantação de boas práticas em turismo de observação de fauna, manejo de visitação e conservação ambiental, fortalecendo um modelo inovador de turismo científico capaz de gerar renda, incentivar a floresta em pé e ampliar a proteção dos habitats naturais. São eles:

-Pousada Jardim da Amazônia - São José do Rio Claro;

-Parque Natural Municipal Florestal - Sinop;

-Sítio Água Boa, Sítio Paso Kaú, Sítio Recanto dos Buritis, em Cláudia;

-Cristalino Lodge e Fazenda Anacã, em Alta Floresta.


A prática de macaquear oferece uma oportunidade para conciliar a ciência cidadã, a pesquisa acadêmica, turismo responsável e complementação de renda, sendo uma ferramenta para conservação de espécies e habitats. As pessoas envolvidas com esta rota são comprometidas em seguir as boas práticas de observação de vida silvestre.


Para mais informações sobre esta rota, clique aqui. Contacte-nos para saber mais: ieco.instituto@gmail.com